Sábado, 4 de Julho de 2015

As panelas antiaderentes são tóxicas?

Isso é um FACTO.

As panelas antiaderentes oferecem uma facilidade e comodidade que outros utensílios de cozinha não conseguem igualar − fáceis de limpar, sem ser necessário esfregar muito. Mas esta conveniência de uso traz um custo elevado para a saúde. Os recipientes antiaderentes para cozinhar e ir ao forno são revestidos com produtos químicos tóxicos, que até mesmo as empresas fabricantes admitem ser perigosos para a saúde. Vamos analisar por que motivo as panelas antiaderentes são tóxicas.

A comida não fica agarrada às panelas antiaderentes porque elas são revestidas com substâncias poli e perfluoradas. Quando aquecidos, estes produtos químicos fluorados são convertidos em ácido perfluoro-octanóico (PFOA), um químico que tem sido associado a problemas de saúde, tais como infertilidade, doença da tiróide e lesões nos órgãos. 

De acordo com a Agência de Substâncias Tóxicas e Registo de Doenças:

“Uma vez dentro do corpo, os perfluorados tendem a permanecer inalterados por longos períodos de tempo. Os perfluorados mais vulgarmente usados (PFOA e PFOS) permanecem no organismo durante muitos anos. Demora cerca de quatro anos até a sua concentração no corpo diminuir para metade, mesmo se não for absorvido mais.”

As panelas antiaderentes também são feitas de PFC, que a Agência de Protecção Ambiental (EPA) classificou como “prováveis agentes cancerígenos.”

Em 2006, a EPA respondeu a estes perigos, emitindo um Programa de Manejo PFOA 2010/2015 voluntário. As empresas concordaram em diminuir o uso do PFOA e outros produtos químicos tóxicos, em 95% até 2010, e completamente até 2015. No entanto, limitaram-se a substituir esses produtos químicos por outros igualmente perigosos − um grupo de PFAS que são de cadeia curta, em vez de cadeia longa, e considerados um pouco menos perigosos.

Arlene Bloom, químico da Universidade da Califórnia e director executivo do Instituto de Política Científica Verde, afirma:

“Sabemos que esses substitutos são igualmente persistentes. Eles não se decompõem durante várias eras... É uma decisão muito séria fabricar produtos químicos que duram tanto tempo, e aplicá-los em produtos de consumo com níveis elevados de exposição humana é uma coisa preocupante.”

Um estudo dinamarquês, publicado em Abril de 2015, demonstrou que o PFAS, incluindo os substitutos de cadeia curta utilizados em panelas antiaderentes, aumentou 16 vezes o risco de aborto espontâneo em mulheres.

Estudos encomendados pelo Grupo de Trabalho Ambiental (EWG) mostram que leva menos de 2 minutos para que as panelas antiaderentes libertem fumos tóxicos no ambiente, quando são aquecidas em fogões de mesa convencionais. O calor faz com que o revestimento se decomponha a temperaturas de 464º Fahrenheit (240º centígrados) e a 680º Fahrenheit (360º centígrados) liberta até 6 gases tóxicos, incluindo PFOA e TFE, conhecidos agentes cancerígenos! Quando aquecidas, as panelas antiaderentes também libertam MFA, um agente da guerra química.

Na verdade, os estudos encomendados pela DuPont, um dos principais fabricantes, mostraram que as suas panelas antiaderentes lançavam para o ar 15 tipos de gases tóxicos e partículas, ao serem aquecidas. O relatório da EWG em 2003, “Canários na cozinha: DuPont já sabia há 50 anos”, afirma:

“A DuPont reconhece que as emanações também podem adoecer as pessoas, uma condição chamada ‘febre dos vapores de polímeros’. A DuPont nunca estudou a incidência da febre entre os utilizadores de milhares de milhões de tachos e panelas antiaderentes vendidos em todo o mundo. Tão pouco a empresa tem estudado os efeitos da doença a longo prazo, ou até que ponto a exposição provoca doenças humanas que se identificaram erroneamente com a vulgar gripe”.

Então, quem está preparado para trocar as panelas antiaderentes por panelas pegajosas, mas mais seguras?

http://undergroundhealthreporter.com/fact-or-myth-are-non-stick-pans-toxic/

 

publicado por Rui Vaz às 13:35
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