Quinta-feira, 16 de Julho de 2015

Denunciando os produtos de cuidados pessoais

Inexplicavelmente, um amigo meu começou de repente a sofrer uma erupção cutânea dolorosa nos braços, que persistiu durante semanas. Nenhuma loção, poção ou medicamento parecia aliviar a erupção. Na verdade, qualquer coisa que ele aplicasse piorava ainda mais a sensação de queimadura! Então, resolveu eliminar todos os produtos comerciais de higiene corporal e a erupção desapareceu tão rapidamente como tinha aparecido.

Talvez você ou alguém conhecido já experimentou algo semelhante. E as reacções aos produtos químicos tóxicos nos produtos de higiene corporal vão muito além das erupções cutâneas, podendo incluir: distúrbios hormonais, cancro, lesões hepáticas, danos ao sistema nervoso central e uma série de outros problemas.

Quando se trata de aplicar algo na pele, outrora pensávamos nela como uma barreira protectora, em vez do maior órgão do corpo. Sabemos agora, no entanto, que a pele é muito eficaz tanto a absorver medicamentos como toxinas.

O problema é que a maioria dos produtos de higiene corporal contém substâncias que requerem formação em materiais perigosos e equipamento de protecção individual, em ambiente industrial. Ainda assim, aplicamos livremente essas substâncias na pele e colocamo-las na nossa boca.

A FDA (Food and Drug Administration) superintende a aprovação das matérias químicas que entram nos produtos de cuidados pessoais, mas esta indústria é muito desregulamentada. Na verdade, a lei sob a qual a FDA opera nesta matéria não foi actualizada desde 1938.

Em vez de insistir em estudos independentes, a FDA normalmente baseia-se na investigação realizada pelo fabricante para demonstrar a segurança de um produto. Obviamente, este sistema é imperfeito, pois cria um conflito de interesses e produz pesquisa que dificilmente pode ser encarada como imparcial.

A rotulagem também é enganosa. A palavra “natural” está totalmente desregulamentada, e até mesmo “orgânico” é deixado à interpretação do fabricante. E quando se trata da palavra “perfume”, há definitivamente uma mosca na sopa. Os exames laboratoriais identificaram até 38 produtos químicos que não estão listados nos rótulos de perfumes de marca.

Um dos produtos que contribuíram para a erupção que o meu amigo teve foi o desodorizante. A maioria dos desodorizantes nas prateleiras dos supermercados contêm uma mistela de químicos, incluindo cloridrato de alumínio, parabenos, propilenoglicol, triclosan, TEA (trietanolamina), DEA (dietanolamina), cores FD&C (Food, Drug & Cosmetics), e talco, entre outros.

O cloridrato de alumínio, por exemplo, está presente para bloquear os poros, impedindo a transpiração. A Ficha de Segurança do Produto (FDSP) para este químico mostra o cloridrato de alumínio como: “Perigoso em caso de contacto com a pele (irritante). Em caso de contacto, lave a pele imediatamente com água em abundância. Cubra a pele irritada com um emoliente. Remova a roupa e o calçado contaminados”.

Ou considere o DEP (dietilftalato). A FDSP no DEP adverte que esta substância pode ser tóxica para o fígado e sistema nervoso central. “A exposição repetida ou prolongada à substância pode provocar lesões nos órgãos alvo.” Em caso de derramamento, a FDSP requer um fato completo, botas, luvas e óculos contra salpicos. No entanto, esta substância tóxica está em muitos produtos de higiene corporal que aplicamos livremente na pele!

Os químicos tóxicos são comuns em muitos shampôs, condicionadores, loções, protectores solares, cosméticos, produtos de cuidados da pele, perfumes e pastas dos dentes. A Escola de Saúde Pública de Harvard calcula que nos expomos diariamente a mais de 100 químicos nos produtos de cuidados pessoais, mesmo antes de sair de casa para o trabalho.

Algumas das substâncias químicas mais comuns que se encontram nestes produtos incluem:

  • Parabenos: interferem com a produção e libertação hormonal
  • DEA: conhecido agente cancerígeno e disruptor hormonal
  • Ftalatos: interferem com a produção hormonal e podem contribuir para o cancro da mama
  • Triclosan: a EPA (Agência de Protecção do Ambiente) classifica-o como um pesticida
  • Fluoreto de sódio: usado frequentemente na pasta dos dentes, uns meros 3 gramas são considerados tóxicos
  • Lauril Sulfato de Sódio: irritante dos olhos e da pele e tóxico para muitos órgãos
  • Propilenoglicol: anticongelante industrial
  • Formaldeído: fluido para embalsamento e conhecido agente cancerígeno

Devido à falta de regulação e todos os produtos químicos ocultados, é difícil confiar na leitura do rótulo para fazer as compras de produtos de cuidados pessoais. Isso deixa-nos com duas opções principais:

  1. Comprar a empresas que fazem produtos saudáveis e realmente naturais. Os exemplos incluem: Alba, Burt’s Bees, Kiss My Face, MooGoo, Pacifica, Shea Moisture, Shikai, Uncle Harry’s Natural Products, etc.
  2. Fazer os seus próprios produtos! ThankYourBody.com, WellnessMama.com, e WholeNewMom.com são exemplos de sites que oferecem uma ampla selecção de receitas naturais de beleza e para o corpo.

Tenha em mente que não existem dois indivíduos cujas reacções químicas sejam iguais. Um desodorizante que funciona bem para si pode não servir para o seu cônjuge ou outra pessoa. Isso aplica-se a todos os produtos de higiene corporal.

Resumindo: saiba aquilo que está a pôr fora e dentro do seu corpo. Procure produtos genuinamente naturais que nutrem em vez de causar dano. Considere fazer alguns dos seus próprios produtos de cuidados pessoais. Não são tão caros, o processo pode ser divertido, e você sabe o que está a pôr neles e no seu corpo.

http://undergroundhealthreporter.com/blowing-the-whistle-on-personal-care-products/

  

publicado por Rui Vaz às 20:58
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