Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015

O exercício provoca mudanças no ADN

Sabia que o exercício tem o poder de modificar realmente o ADN?

Todos sabemos que o exercício reduz o risco de doenças cardíacas, diabetes e outras enfermidades crónicas. Agora, uma nova pesquisa está finalmente a revelar por que razão tal acontece. O segredo pode estar no ADN.

Por que é que isto é assim tão excitante? Porque significa que os benefícios do exercício vão muito além do que se compreendia anteriormente, estendendo-se até possíveis mudanças no comportamento dos genes.

A epigenética é o estudo da expressão dos genes − de que modo a função dos genes pode ser alterada sem modificar o código genético real, ou ADN. O corpo humano contém cerca de 24 mil genes. Estes genes ligam-se e desligam-se como interruptores, dependendo dos sinais que recebem. 

Tais sinais provêm do corpo com base em estímulos externos:

  • Alimentação
  • Toxinas e poluentes
  • Emoções e estresse
  • Hábitos de sono
  • Exercício
  • Outras influências do estilo de vida

Todos esses factores e muitos mais afectam se certos genes se ligam ou desligam. Por outras palavras, se os genes exprimem saúde ou doença. Os cientistas sabem que o exercício liga alguns genes e silencia a expressão de outros. No entanto, até agora tem sido difícil isolar os efeitos do exercício dos efeitos de outras escolhas do estilo de vida sobre a expressão génica.

Um estudo recente realizado por pesquisadores do Instituto Karolinska, em Estocolmo, ajuda a esclarecer o modo como os genes respondem ao exercício. Para o estudo:

  • 23 homens e mulheres jovens e saudáveis foram submetidos a uma série de exames médicos e testes de desempenho físico, incluindo uma biópsia muscular.
  • Durante três meses, pedalaram 45 minutos por dia, quatro vezes por semana.
  • A “variável” do estudo foi que eles só podiam pedalar com uma perna, deixando a outra perna sem ser exercitada durante o período do estudo.

Ao fim de 3 meses, os cientistas repetiram os testes e a biópsia muscular. É claro que a perna exercitada estava visivelmente mais forte do que a perna não exercitada. Mas os cientistas ficaram mais fascinados com as alterações que surgiram no ADN das células musculares. Eles determinaram esse efeito usando análise genómica sofisticada:

  • Mais de 5000 locais no genoma das células dos músculos mostraram novos padrões de metilação (durante a metilação, aglomerados de átomos ligam-se à parte exterior do gene, afectando assim de forma positiva os sinais que um gene emite e recebe).
  • Além disso, a expressão do gene foi amplificada em milhares de células musculares, que são responsáveis pelo metabolismo energético, modular a resposta da insulina e regular a inflamação nos músculos.

Malene Lindholm, que liderou o estudo no Instituto Karolinska, explica assim os resultados: “Através do treino de resistência − uma mudança no estilo de vida que é facilmente acessível à maioria das pessoas e não custa muito dinheiro − é possível induzir mudanças que afectam a forma como usamos os genes e, através disso, conseguir músculos mais saudáveis e funcionais que, em última análise, melhoram a nossa qualidade de vida”.

O mesmo princípio da epigenética discutido neste estudo afecta literalmente todos os aspectos da saúde e longevidade. E já é possível aplicar esse conhecimento para desligar a doença e o envelhecimento e ligar os genes que contribuem para uma saúde vibrante e vida longa. 

http://undergroundhealthreporter.com/exercise-changes-your-dna/

 

publicado por Rui Vaz às 19:36
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