Domingo, 23 de Agosto de 2015

O perigo dos falsos suplementos

Sabia que muitos suplementos de plantas medicinais, especialmente aqueles à venda nos grandes retalhistas, não são realmente o que se pensa?

Desde há vários anos, os especialistas em saúde natural têm feito soar o alarme sobre os falsos suplementos, e as principais agências reguladoras estão finalmente a compreender.

Dois estudos recentes expõem alguns suplementos dietéticos de muito baixa qualidade, denunciando aquilo que realmente são − falsificações inúteis que, em muitos casos, podem exacerbar as próprias condições de saúde que se procura tratar. 

O New York Times publicou recentemente uma reportagem jornalística sobre as empresas de retalho GNC, Target, Walgreens e Walmart. As autoridades do estado de Nova Iorque investigaram os suplementos de ervas mais vendidos por estes retalhistas e descobriram que muitos deles não continham nenhuma das plantas medicinais indicadas nos rótulos. Em vez disso, estes falsos suplementos estavam recheados com legumes em pó, plantas de interior e outros ingredientes alergénicos.

  • O gingko biloba da Walmart tinha zero gingko e era rabanete em pó, plantas de interior e trigo, não obstante o rótulo afirmar que estava isento de glúten e trigo!
  • 3 entre 6 suplementos de ervas do Target (erva de São João, gingko biloba e raiz de valeriana) eram feitos de arroz em pó, feijão, ervilhas, cenouras e nenhumas ervas medicinais!
  • As pílulas de ginseng da Walgreen eram nada mais do que alho e arroz.
  • Os suplementos da GNC continham alguns dos ingredientes rotulados, mas também havia recheio não assinalado no rótulo, como legumes em pó que provocam reacções alérgicas

Foram emitidas notificações de cessação a todos os quatro retalhistas, ordenando-lhes que identificassem os procedimentos utilizados para verificar os ingredientes nos suplementos de ervas.

Esta é a primeira vez, há muito tempo aguardada, que grandes fabricantes no sector do retalho e farmacêutico foram responsabilizados por marketing enganador e produtos mal rotulados.

Uma outra pesquisa chocante vem do dr. Damon Little, no Jardim Botânico de Nova Iorque. O dr. Little desenvolveu um teste de mini-código de barras para ADN e usou-o para testar a autenticidade de marcas populares de gingko biloba, o suplemento de ervas que estimula a memória. Publicado na revista Genoma, a pesquisa de Little mostrou que 16,4% dos suplementos de gingko não continham gingko.

Para serem eficazes, os componentes activos principais do ginkgo biloba devem conter um mínimo de 24% de glicósidos de flavonóis.

Não sabemos se os fornecedores identificaram incorrectamente os materiais usados nos seus produtos ou utilizaram processos de fabricação deficientes, ou se trocaram intencionalmente a erva medicinal por substitutos mais baratos. Little explica: “Para os suplementos nos quais não encontrei nenhuma evidência de ginkgo, não posso ter a certeza se isso se deve ao facto de o ADN ter sido destruído (por exemplo, por secagem a temperaturas muito altas) ou se as amostras simplesmente não contêm nenhum ginkgo”.

Pesquisas anteriores mostraram que apenas 75% dos comprimidos de erva-de-são-cristóvão (Actea racemosa) foram rotulados correctamente, e somente 85% das cápsulas de serenoa (Serenoa repens) continham realmente serenoa.

O perigo dos falsos suplementos vai muito além do insucesso em satisfazer os supostos benefícios para a saúde. As pílulas de ervas medicinais mal rotuladas podem ser tóxicas, quer isoladamente ou em combinação com outros fármacos. Com a evidência crescente da má rotulagem generalizada dos produtos à base de plantas, tanto os fornecedores como os consumidores são exortados a ser diligentes e verificar a exactidão dos suplementos dietéticos. O teste do dr. Little oferece uma maneira fácil para os fabricantes de suplementos verificarem se os mesmos contêm realmente os ingredientes listados nos rótulos dos produtos.

Por fim, escolha apenas os melhores fabricantes e marcas de renome para os suplementos de que tem necessidade, empresas que estão dispostas a suportar a 100% os seus produtos, ingredientes e métodos de fabricação. 

http://undergroundhealthreporter.com/the-danger-of-fake-supplements/

  

publicado por Rui Vaz às 21:16
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