Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

O ressurgimento da prata coloidal

Durante mais de 6000 anos em todo o mundo, a comunidade médica considerou a prata coloidal um antibacteriano essencial. A prata foi usada para preservar alimentos e prevenir e curar infecções. Mas com a introdução dos antibióticos, no século XX, a prata coloidal perdeu o seu brilho junto da medicina convencional.

Agora, perante as superbactérias resistentes aos antibióticos, a comunidade médica está a voltar-se para outras alternativas antibacterianas e a prata coloidal é uma deles.

O uso excessivo e incorrecto dos antibióticos resultou em novas estirpes de bactérias resistentes aos antibióticos. A sua ineficácia contra estas superbactérias é tão bem reconhecida que um porta-voz dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA, declarou ser este “o fim dos antibióticos.”

Pesquisas recentes têm voltado a confirmar que a prata coloidal possui duas poderosas propriedades como agente antibacteriano: em primeiro lugar, pode destruir micróbios resistentes aos antibióticos, como o MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina). E em segundo lugar, quando associada aos antibióticos, a prata coloidal melhora até 1000 vezes a sua eficácia contra bactérias resistentes. 

Após ter revisto a literatura médica sobre a prata coloidal, o dr. J. Wesley Alexander do Departamento de Cirurgia da Universidade de Cincinnati, concluiu: “A prata foi usada durante seis milénios, pelo menos, para prevenir infecções microbianas. Tem sido eficaz contra quase todos os organismos testados e foi utilizada para tratar várias infecções e condições não infecciosas, por vezes com um êxito notável”.

Como suplemento, a prata apresenta-se sob três formas comuns:

  • Prata iónica
  • Proteína de prata
  • Prata coloidal

A prata iónica e as proteínas de prata são mais propensas a causar problemas, tais como a argiria, uma condição em que a pele fica com uma cor azul-acinzentado. Isto não acontece com as doses recomendadas da prata coloidal genuína. Por esta razão, a prata coloidal é a única preparação recomendada pelos profissionais de saúde, e apenas sob supervisão de um médico qualificado.

Pessoalmente, tenho duas preocupações quanto à ingestão de prata coloidal:

  1. A prata é um “metal pesado”. Ouve-se falar muito acerca dos metais pesados e a necessidade da sua desintoxicação. Quais são os efeitos a longo prazo da introdução de prata no organismo?
  2. Uma vez que a prata é tão eficiente em matar as bactérias, o que vai acontecer à flora intestinal benéfica? (Sabemos que os antibióticos têm essa tendência e, muitas vezes, devem ser acompanhados com probióticos.)

Algumas pessoas dependem fortemente das propriedades preventivas da prata coloidal, e chegam a beber 30 ou mais gramas por dia, afirmando não sofrer efeitos negativos. Mas se elas verificam que a prata coloidal esgota a flora benéfica, complementam então com probióticos.

Ao contrário de outros metais, como zinco ou magnésio, o corpo não precisa de prata, que não é um mineral essencial para o organismo. Partindo desta perspectiva, tomar prata coloidal como um suplemento diário assemelha-se mais a tomar uma aspirina do que a tomar vitamina D ou óleo de peixe. Podemos estar a impedir uma doença temporária, mas quais são os custos a longo prazo?

No entanto, existem muitas outras boas aplicações tópicas para a prata coloidal. Aqui estão 5 maneiras de como tirar partido da prata coloidal:

  1. Impedir ou parar a infecção num corte, arranhão ou ferimento.
  2. Encontrar alívio e evitar a infecção devido a uma queimadura, golpe de sol ou picada de insecto.
  3. Deter a conjuntivite, pé de atleta, infecções fúngicas, fungo da unha do pé e herpes.
  4. Usar a prata coloidal como um desinfectante natural das mãos, em casa ou fora de casa.
  5. Pulverizar prata coloidal como um desinfectante para a cozinha e quarto de banho.

Para outras aplicações com prata coloidal, basta pensar “antibiótico”.

Com o aparecimento das superbactérias resistentes aos antibióticos, teremos de recorrer a outros meios para combater as infecções bacterianas. As bactérias não evoluem para ganhar resistência à prata coloidal, por isso, talvez ela se torne de novo predominante na medicina convencional.

http://undergroundhealthreporter.com/the-resurgence-of-colloidal-silver/

 

publicado por Rui Vaz às 22:18
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